terça-feira, 30 de agosto de 2011

Esfinge



Poema de Artur Gomes musicado por Rodrigo Bittencourt que será lançado em CD por Daniela Rauen, com show no Renascença em Porto Alegre dia 1 de outubro

o amor
não e apenas um nome
que anda por sobre a pele

um dia falo letra por letra
no outro calo fome por fome
é que a flor da minha pele
consome a pele do meu nome

cravado espinho na chaga
como marca cicatriz
eu sou ator ela esfinge
ana alice/beatriz

assim vivemos cantando
fingindo que somos decentes
para esconder o sagrado
em nosso profanos segredos

se um dia falta coragem
a noite sobra do medo

na sombra da tatuagem
sinal enfim permanente
ficou pregando uma peça
em nosso passado presente

o nome tem seus mistérios
que se escondem sob panos

o sol e claro quando não chove
o sal e bom quando de leve
para adoçar desenganos
na língua na boca na neve

o mar que vai e vem
não tem volta

o amor é a coisa mais torta
que mora lá dentro de mim
teu céu da boca e a porta
onde o poema não tem fim

artur gomes
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Fulinaíma Produções
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cinema Possível no Festival de Esquete de Cabo Frio


FESQ, Festival de Esquetes de Cabo Frio, um dos mais importantes eventos de teatro da Região dos Lagos, RJ, terá uma mostra especial dos filmes do projeto Cinema Possível. Momento de consagração para nós que vamos ter uma grande profusão de público durante 5 dias consecutivos. Preparamos uma programação especial, mostrando de forma livre filmes que registram momentos e tendências do projeto, desde 2007.

VEJA A PROGRAMAÇÃO E DIVIRTA-SE

Dia 23
Haicais de Jiddu Saldanha – Fotos de Rodrigo Mexas
Duração: 00: 01:33
Urubu: Inspirado na Obra de Dalmo Saraiva
Duração: 00:01:30
Fluxus: Inspirado na obra de Cristiane Grando
Duração: 00:0 5:51

Dia 24
17 Haigas: Hicais de Jiddu Saldanha / Fotos de Alexandra Arakawa
Duração: 00:02:33
Mario Faustino por Artur Gomes
Duração: 00:02:13
Lugar X – Inspirado na obra de Caio Fernando Abreu
Duração: 00:03:05
Universo Caio. Inspirado na obra de Caio Fernando Abreu
Duração: 00:04:00

Dia 25
Palimpsesto: Jiddu Saldanha, Alexandra Arakawa e RafaelMannheimer
Duração: 00:00:59’
BRISA – inspirado na obra de Artur Gomes, Jorge Ventura e Airton Ortis
Duração: 00:08:37

Dia 26
Filmes Promocionais sobre Hayan Rúbia, poeta que está sendo biografada pelo projeto Cinem Possível.
Teaser oficial
Duração: 00:01:30
Amigos na grama.
Duração: 00:01:13
Depoimento de José Facury
Duração: 00:00:45
Depoimento da Filha de Hayan Rúbia
Duração : 00:01:13
Revolução Mínima – Videoclipe oficial do filme.
Duração: 00:04:25
Simulação com a Dublê do filme
Duração: 00:00:45

Dia 27
Haicais de Jiddu e Chris Herrman fotos de Tchello d’Barros
Duração: 00:02:42
Sou 100 – Inspirado na obra de Carlos Gurgel
Duração: 00:02:59
Do Crepúsculo ao Outro Dia – Inspirado na obra de Jiddu Saldanha e Herbert Emanuel.
Duração: 00:05:51

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

zoomin - 26 de agosto


a guerra do homem


O Cine ABI, em parceria com o Cineclube da Casa da América Latina

Apresentam:

A Guerra de um Homem

Direção de Sérgio Toledo - 1991
Documentário 101 min.

25/08/2011
quinta-feira
a partir das 18h30

na ABI
(Associação Brasileira de Imprensa)
Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7° andar
Centro (próx. ao metrô Cinelândia)

Sinopse:

O filme se baseia na história real de Joel Filartiga, o famoso médico e
ativista paraguaio que tentou chamar a atenção do mundo para o
desrespeito aos direitos humanos no Paraguai. Sem meias palavras ou disfarces do tipo "rodado em algum país da América do Sul" o drama (uma produção inglesa para TV) anuncia explicitamente que se trata da história da luta contra uma ditadura de direita no Paraguai - a do General Alfredo Stroessner - representado aqui por Anthony Hopkins. Apesar de contar com direção brasileira e a atriz premiada em Cannes Fernanda Torres, este filme ainda é inédito nos cinemas/televisão do Brasil. Após a exibição do filme, haverá debate.

Serão concedidos certificados aos participantes.

Os 25 primeiros que chegarem terão direito a pipoca e guaraná grátis*!
cortesia: Sindipetro-RJ
apoio: ABI Associação Brasileira de Imprensa
realização: Casa da América Latina

Visite a nossa página!:
www.casadaamericalatina.org.br


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

carlos drummonde de andrade



Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

 Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

 Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade
A única coisa que o poeta não suportou foi a morte de sua filha, doze dias depois ele se foi em...17/08/1987

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Black Billy



Este vídeo será exibido hoje, na III Semana de Cultura Renato Moreto, na Faculdade de Medicina de Campos, dentro da Mostra de Curtas Regionais. Nele depois de um passeio pela Cinelândia no Rio, uma entrada rápida no Cine Odeon e  um clic nas Escadarias de Celaron, ao som de Engels Espíritos, falo este poema no quintal do Ateliê D´Aroeira, em Cabo Frio com câmeras guiadas por Jiddu Saldanha.

Black Billy

ela tinha um jeito gal
fatal – vapor barato
toda vez que me trepava as unhas
como um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz
feito cigarra cigana ébria
vomitando doses dos eu cnto
uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos
na pele de insetos
praticando a luz incerta
no auge do apogeu
a morte não é muito mais
que um plug elétrico
um grito de guitarra uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha
na carne inicial de quem morreu



Jazz Free Som Balaio
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia

ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez

ouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midnigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre  minha musa Odara

ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos
que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte

Artur Gomes



Fulinaíma Produções
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

fulinaimagem



por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais

e essa lua mansa fosse faca
a afiar os versos que inda não fiz
e as brigas dde amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto que a argamassa do abstrato

por enquanto
vou te amar assim admirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos

2

o que trago embaixo as solas dos sapatos
é fato. bagana acesa sobra do cigarro
é sarro. dentro do carro
ainda ouço Jimmi Hendrix quando quero
dancei bolero sampleAndo rock and roll

pra colher lírios
há que se por o pé na lama
a seda pura foto-síntese do papel
tem flor de lótus
nos bordéis Copacabana
procuro um mix da guitarra de Santanna
com  os espinhos da Rosa de Noel.

arturgomes


jura secreta 45

de Dante a Chico Buarque
todos poetas já cantaram suas musas

beatriz são todas
beatriz são tantas
beatriz são muitas
beatriz são quantas

algumas delas na certa
também já foram cantadas
por este poeta insano e torto
pra lhes trazer o desconforto
do amor quando bandido

beatriz são nomes
mas este de quem vos falo
não revelo o sobrenome
está no filme sagrado
na pele do acetato
na memória do retrato

beatriz no último ato
da divina comédia humana
quando deita em minha cama
e come do fruto proibido

arturgomes
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

artur gomes poesia in concert


Artur Gomes Poesia In Concert
Dia 26 de agosto – 20:00h – Palácio da Cultura
Campos dos Goytacazes – Rio de Janeiro – Brasil
Espetáculo poético multi mídia onde além de interpretar a sua própria poesia, Artur Gomes interpreta fragmentos de poemas de Torquato neto e Paulo Leminski

Participação Especial: Matheus Nicolau


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

cidade nua


 andar
na periferia do teu corpo
cidade nua
trafegar por tuas ruas
caminhar tuas estradas
me enfiar em tuas curvas
se as flores do mal-me-quer
enfrentar a tua reta
re-inventar a pessoa
comer a tua carne
lamber a tua língua
beber o leite dos teus seios
lambuzar teu sexo
quando estiver no cio
soltar pipas ao vento
e tudo mais que re-invento
e quero mais a carnavalha
muito mais a coisa toda
e a moral tropinicalha
eu quero mais é que se foda

arturgomes


Genial, meu caro Arthur Gomes! adorei conhecer a Hayan


 sim, fiz longa caminhada, com a moça, no parque Olhos Dágua na asa norte! fomos depois à Universidade de Brasilia, conhecer o Memorial Darcy Ribeiro, o Beijódromo - nem te conto!

Enfim, nesses tempos de baixa umidade, mas de esplêndido céu azul do Planalto Central, desfrutar da companhia de Hayan Rubia tem sido um deleite. Quanto às fitas e as performances na II Bienal Internacional de Poesia de BSB, conduzida pelo poeta Antonio Miranda, nada me disse.

sim, combinamos de fazer uma visita a Pau Brasilia, loja de plantas do poeta Nicolas Behr, à meio caminho de Sobrandinho. O poeta ambientalista das entrequadras e do cerrado, promove um bate-papo animado todo sábado, num boteco ao lado da loja. No cardápio, muita poesia e uma rabada de primeira, com muito agrião. Creio que Hayan Rubia, vai se refestelar com a iguaria e se animar a dizer versos!

abçs,
fred maia

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

20 de fevereiro



fosse quântico esse dia 
calmo
claro
intenso
inteiro
20 de fevereiro
sendo assim esperaria

mesmo que em meio a tarde
tempestades trovoadas
insanidades
guerras frias
iniqüidade
angústia
agonia
mesmo assim esperaria

20 horas
20 noites
20 anos
20 dias
até quando esperaria?

até que alguém percebesse
que mesmo matando o amor
o amor não morreria 

arturgomes

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

pontal foto grafia


Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras - descobrimento
espinhas de peixe
convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem mangues em pólvora
Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
Rimbaud - África virgem
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:


Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:


Mallarmè passou por aqui.

bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?


Artur Gomes
http://juras-secretas.blogspot.com/